Mateus 5:3 nos diz :"Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus." Ser pobre em espírito não é somente ser humilde, mas também se esvaziado no espírito, no profundo do nosso ser, não sendo apegado às velhas coisas da antiga dispensação, mas sendo descarregados para receber as novas coisas, as coisas do reino dos céus. Precisamos ser pobres, esvaziados no espírito, descarregados, nessa parte do nosso ser para que recebamos e possuamos o reino dos céus. Isso implica que o reino dos céus é espiritual e não material.
O reino de Deus se refere ao domínio de Deus no sentido genérico, da eternidade passada à eternidade futura. O reino dos céus é uma seção específica dentro do reino de Deus, composta somente da igreja hoje e da parte celestial do reino milenar vindouro. Tanto a realidade como a aparência do reino dos céus, estão presentes na igreja hoje. A realidade do reino dos céus é a vida adequada da igreja, contida na aparência do reino dos céus, essa aparência é conhecida como cristandade.
Se somos pobres em espírito, o reino dos céus é nosso; estamos na sua realidade hoje na era da igreja e partilhamos da sua manifestação na era do reino. Nós somos a luz desse mundo e o sal, para eliminarmos a corrupção e dissiparmos as trevas.
A justiça subjetiva - que é o Cristo que habita em nosso interior, expresso no nosso viver como justiça, para que vivamos na realidade do reino hoje e entremos na sua manifestação no futuro - é o que nos qualifica para participarmos das bodas do Cordeiro e herdar o reino dos céus no futuro. Essa nossa justiça subjetiva deve exceder a dos escribas e fariseus, que tem a justiça de letras, que praticavam por si mesmos segunda a antiga lei de letras. A justiça sobrepujante do povo do reino é a justiça de vida, a qual eles expressam no seu viver, tomando Cristo como sua vida segundo a nova lei de vida. Tanto em natureza como em padrão, a justiça de vida excede e muito a justiça sem vida praticada pelos escribas e fariseus.
Para entrarmos no reino de Deus se requer que tenhamos um novo começo em nossas vidas mediante a regeneração, mas para entrarmos no reino dos céus se requer a justiça sobrepujante no nosso viver após a regeneração. Entrar no reino dos céus é viver na sua realidade hoje e participar da sua manifestação no futuro.Para satisfazer a exigência da nova lei do reino, necessita-se da vida superior da nova criação.
A palavra do povo de Deus deve ser simples e verdadeira: "sim,sim; não, não." Não devem tentar convencer os outros com muitas palavras; devem ser verdadeiros e de poucas palavras. O povo do reino tem o poder de sofrer em vez de resistir, e de não andar na carne ou na alma com vistas aos próprios interesses, mas no espírito, visando o reino. Dar a quem pede e não voltar as costas ao que pede emprestado provam que o povo do reino não se preocupa com coisas materiais nem é dominado por elas.
Para o povo do reino ser perfeito como perfeito é seu Pai celeste, significa ser perfeito no Seu amor. São filhos do Pai, possuindo a Sua vida e natureza divinas. Portanto, podem ser perfeitos como é perfeito o seu Pai.
O reino dos céus é a exigência mais elevada, e a vida divina do Pai é o suprimento mais elevado para satisfazer tal exigência. Essa exigência abre o ser interior do povo regenerado, mostrando-lhes que são capazes de atingir tal nível elevado e ter tal viver elevado.
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